Domingo, 14 de Outubro de 2007

Felicidade?

Oiço música numa daquelas tardes em que a pressão do mundo ficou lá fora, fechada do lado de fora, não arranja forças para bater, gritar, não se faz ouvir.
É um daqueles dias com luz que entra pela janela e ilumina um corredor de pó e padrões de tecidos quentes, mantas, cheiros quentes, tudo é quente, mesmo a paisagem que tem qualquer coisa de reconfortante. É dificil ver tudo, quando se anda de olhos fechados, ou quando se tem olhos demais, ver as coisas certas pelos olhos dos outros não resulta.
Há dias que respiram esperança naquilo que somos agora.
Será que já provei a felicidade?

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Doo-be-doo

Em época de Janis Mitchell e Bob Dylan porque o Outuno está a chegar.

De um lado e do outro

De um lado o lago que está separado do mar por uma lingua de areia, o mar é azul claro e verde e desfaz-se nas dunas em ondas grossas, picadas, e a espuma salpica de sal o ar, uma brisa fresca e contante.
As plantas combatem a aridez do areal, são rasteiras.
Tudo à minha frente.
Contemplo.
Vejo filas indianas de formigas, pássaros, flamingos.
Um guarda-sol com bolas é uma certeza.
Sou eu e o mundo, hoje.

Sábado, 22 de Setembro de 2007

Alongamentos


Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Monstros na cabeça!

Sábado, 15 de Setembro de 2007

Sábado, 8 de Setembro de 2007

Esquissos


Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Não metas o nariz


The brain is the most complex thing in the universe and it's right behind the nose!

Domingo, 2 de Setembro de 2007

Especulação

Eram sempre as nuvens. A presença das nuvens. O ar pesado. Como se alguma coisa estivesse na iminência de acontecer. Mas nada.
Era sempre a expectativa.
Tinham aprendido a cultivar um estado mental de paciência, frágil, frágil, porque algum dia as coisas mudam, alguma coisa acontece.
Talvez pelas nuvens tudo era cinzento, até as pessoas eram cinzentas, como se assim as coisas fizessem sentido e houvesse lógica nas coisas, a essência de tudo ficava mais acessível. Podia ser uma desculpa, como são tantas outras que se inventam acerca de tudo. De onde vêm essas coisas?
Do fundo, do fundo.
Do fundo do quê?
Ainda estão por descobrir mapas infalíveis, tudo o que nos resta é especular.

O bom de ir é voltar, até ao regresso


Sábado, 1 de Setembro de 2007

Ponto

Camadas de pele e pó e coisas orgânicas é o que sou e são todos os outros e somos todos camadas infinitas e indefiníveis. Tentar pôr o ponto final é inútil e a lado algum nos leva.

sodade...

...Si bô 'screvê' me'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me'M ta 'squecê be
Até diaQui bô voltà...

Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Interessante...

"Escrevo para libertar a minha alma de certas noções que de há muito vêm parando sobre ela com prejuízo do meu sossego. Não pretendo persuadir ninguém. Sou desprovido de instinto pedagógico e, quando sei uma coisa, nunca sinto necessidade de partilha-la com outros. Não faço muita questão que concordem comigo. Naturalmente penso que tenho razão (pois de outro modo não pensaria como penso) e que os outros estão errados, mas não me incomoda que estejam errados. Nem grandemente me perturba descobrir que o meu julgamento se afasta do da maioria. Tenho certa confiança no meu instinto. Tenho, necessariamente, de escrever como se fosse uma pessoa de importância; e na verdade sou-o…para mim mesmo. Para mim mesmo eu sou a pessoa mais importante do Mundo; embora não me esqueça de que, mesmo sem levar em conta uma concepção tão formidável como o absoluto, mas do ponto de vista do simples senso comum, não tenho a mínima importância."

Somerset Maugham

Domingo, 27 de Maio de 2007

A pergunta que me anda na cabeça

O que é que o André Sardet, a Telma Monteiro e o Tiago Monteiro têm em comum?