Oiço música numa daquelas tardes em que a pressão do mundo ficou lá fora, fechada do lado de fora, não arranja forças para bater, gritar, não se faz ouvir.
É um daqueles dias com luz que entra pela janela e ilumina um corredor de pó e padrões de tecidos quentes, mantas, cheiros quentes, tudo é quente, mesmo a paisagem que tem qualquer coisa de reconfortante. É dificil ver tudo, quando se anda de olhos fechados, ou quando se tem olhos demais, ver as coisas certas pelos olhos dos outros não resulta.
Há dias que respiram esperança naquilo que somos agora.
Será que já provei a felicidade?


